sábado, 4 de fevereiro de 2017

Recordar é viver, ou a Holanda de presente para vocês

O sabático que eu e o marido tiramos para viajar o mundo terminou em 2015, mas ele ainda está muito presente em nossas vidas, tanto na maneira como decidimos viver quanto nas conversas e recordações. 

Não bastassem as lembranças, restaram também as fotos: o Leo tirou quase 70 mil nos mais de dois anos em que estivemos passeando. Ele brinca com elas, edita, seleciona, e nos últimos tempos resolveu transformar a experiência em vários livros (muito lindos, se me permitem dizer). 

Sempre nos perguntam de que lugar gostamos mais, e é muito difícil responder. Eu geralmente digo "França", mas a verdade é que todos os destinos que conhecemos garantiram seus lugarzinhos em nossos corações. Alguns, no entanto, acabaram sendo mais especiais, até porque passamos mais tempo por lá. Um deles é a Holanda, onde ficamos um mês, bem na época das tulipas, da Páscoa e do Dia do Rei, a comemoração especial. Flores! Chocolates! Festa na rua! A gente repetiria com muito gosto. 

Nos divertimos tanto fazendo o livro da Holanda (o Leo monta, eu edito), que resolvemos fazer dele um presente para os leitores. É um arquivo pdf com texto, dicas e fotos muito legais. Para ler, é só clicar na capa (abaixo), e quem quiser pode baixar também. 


Vê se não é de ficar com saudades. 

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Feliz 2017!

Ano passado, meu ano só terminou em 31 de janeiro, no dia da prova para o cargo Oficial de Chancelaria. Este ano resolvi repetir a dose, porque só esta semana caiu a ficha que nossa vida em 2016 esteve muito besta simplesmente pela razão que, em vez de agir, ficamos eternamente (ok, um monte de meses) esperando. Esperando o resultado do concurso. Esperando a nomeação no concurso. Esperando o trabalho do Leo melhorar. 

Enquanto isso, não renovamos passaporte, não fizemos planos de viagem, não entramos em cursos, não iniciamos novos projetos, não nada. A perspectiva era que a vida ia se resolver logo no mês seguinte e tudo ia mudar, então de que adiantava começar? Só que a vida não se resolveu, a danada. A vida estacionou e mandou beijo. 

Esta semana decidimos que assim não pode ficar. Já ficou assim tempo demais. Andamos vivendo no passado (Ah! As lembranças do sabático!) e no futuro (Ah! Os lugares onde vamos morar!), enquanto o presente nos entediava. Está na hora de fechar o ciclo que passou e iniciar um novo. 

Então meu 2017 começou nesta quarta-feira. Feliz Ano Novo para todes! 

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Uma ameaça eficaz

O Leo disse que eu estava muito chatonilda e que ia parar de me mimar por um mês para ver se eu aprendia a dar valor às coisas (mas foi de um jeito bem fofinho, não se preocupem). 

De fato, andei reclamando da vida e me angustiando com o futuro. Mas a perspectiva de ter de preparar meu próprio café da manhã e fazer a maior parte das tarefas domésticas (hoje é o Leo que se encarrega de tudo isso, além do controle financeiro) me livrou da resmunguice rapidinho. 

Hoje sou uma pessoa feliz, que lê muitos livros, vê muitos seriados, dorme um bocado e aproveita fase tranquila no trabalho para não me estressar. Afinal, quando eu for nomeada, vou ter muito a aprender e provavelmente me lembrarei dessa época com saudades. 

* * * 

E os estudos? Bem, descobri que o que eu gosto mesmo é de juntar material, ver vídeos de motivação, achar livros da bibliografia nos pontos de ônibus, ler sobre técnicas de estudos, visitar o instagram de pessoas que estudam e perguntar a opinião dos outros. Ou seja, fico a maior tempo na fase preparatória. 

Mas estudo um pouquinho. Semana passada fiquei competindo com um colega de trabalho a respeito de quem sabia mais a respeito de presidentes brasileiros. 

Enfim, é o que eu digo: há hobbies piores.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Planos de Ano Novo

Minha mãe perguntou o que eu ia fazer na virada do ano. Respondi que ia passar com o Leo, em casa, comendo e bebendo delícias, fazendo o balanço de 2016 e planejando 2017. Ao que ela respondeu, com a franqueza costumeira: "Mas isso é um jeito muito ruim de passar o Ano Novo".

Eu ri, claro, e disse que discordava. Minha mãe gosta de festas, mas eu sou diferente. Sim, fomos convidados para eventos. Não, não aceitamos os convites. Não é toda celebração que nos atrai. Muita gente, música alta, barulheira? Preferimos ficar juntos na nossa casinha, fazendo um jantarzinho romântico e altos planos para o futuro.

Gosto é gosto.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Como uma águia

Não sei se já falei aqui, mas eu enxergo como uma águia. Fiz cirurgia para miopia há mais de 15 anos e, desde então, vejo tudo perfeitamente. Uma beleza.

Quer dizer, via. Há uns dias achei que a visão da águia estava meio embaçada. Fui ao olftamologista e recebi a notícia: a miopia está querendo voltar. Timidamente - 0,5 em um olho, 0,75 em outro -, mas está.

Pensei em comprar uns óculos hipster (pronunciado em francês: ips-tér, gente), mas me lembrei de como eu esquecia/quebrava/me sentava sobre os meus naquele passado distante em que eu os usava. Perguntei ao médico se, assim como a miopia tinha surgido (possivelmente por excesso de leitura - ha), ela também podia sumir. Ele respondeu que não existiam estudos a respeito, mas que em tese era possível acontecer.

Então é isso: passarei uns tempos sem óculos para ver se meus olhos se comportam e voltam ao normal. Eu ainda enxergo bem, portanto não me tornarei nenhum perigo para a humanidade. Mas preferia enxergar como uma águia.